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O mundo cabe na minha lente
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Enquanto vivi no Brasil, passei a vida toda morando na mesma casa. Foram dezenove anos no mesmo quarto, com a mesma família e com praticamente a mesma vizinhança.
Assim que mudei pra Europa comecei a viver uma experiência totalmente diferente. Nos meus primeiros 4 meses aqui eu morei em 4 casas diferentes e cheguei a fazer mais de 2 mudanças em um só mês.
Eu vivi (e dividi o meu quarto) com pessoas que eu nem conhecia. Umas marcaram a minha vida, outras eu nem mesmo lembro o nome.
Nesse troca-troca eu conheci de perto como personalidades podem variar e como nós seres humanos agimos de formas destintas em frente a situações cotidianas. Pra bom observador, uma experiência mais do que incrível.
Como vocês sabem, meu primeiro lar na Irlanda foi a Egali House. Lá eu fui acolhida, fiz meus primeiros amigos e a minha primeira família aqui. Sem duvidas, um dos momentos mais marcantes e importantes dessa minha nova trajetória.
Depois disso eu mudei  com amigos que eu conheci  lá mesmo na Egali House para um apartamento incrível no centro da cidade. Sabe aquelas coisas que parecem boas demais pra ser verdade? Então. O apartamento era perfeito porém administrado por uma brasileira (Sim! Brasileiro tirando proveito de Brasileiro!) que aparentemente só queria lucrar usando estudantes que tinham acabado de chegar na cidade. Menos de um mês depois que nos instalamos no apartamento decidimos sair.
Quando sai de lá, fui morar em um Hostel. Alugava um quarto e dividia com outras 3 meninas que já haviam dividido o quarto comigo durante a minha estadia na E. House, elas também frequentavam o mesmo college que eu. Bons tempos.

A privacidade era quase zero mas mesmo assim valia super a pena. O Hostel era super bem localizado e a gente podia acordar cinco minutos antes da aula começar que mesmo assim não chegávamos atrasadas. Todo dia cedo o café da manhã estava pronto nos esperando e pessoas novas faziam check in no Hostel. Estávamos a todo instante conhecendo pessoas e histórias diferentes.
Só decidi sair de lá quando encontrei a minha segunda família, morei com croatas e mexicanos, pessoas que eu vou lembrar pro resto da vida. Lembrar pela companhia, pelas noites viradas rindo na sala de estar, pelas refeições deliciosas que nós compartilhamos.
Agora, por fim, eu encontrei um apartamento vazio em uma área bonitinha (uma das minhas favoritas) aqui de Dublin. O apartamento é antigo mas tem um preço que cabe no bolso. Durante meu caminho para casa eu passo por um parque, por uma das Catedrais mais lindas e famosas da cidade e por dentro de um Castelo. Queria poder morar aqui pelo menos pelos próximos dez anos da minha vida.

Sem dúvidas esse apartamento foi o presente que algum Leprechaun deixou pra mim no lugar do pote de ouro no fim do arco íris, logo depois de uma dessas chuvas que chegam praticamente todos os dias aqui na cidade. O apartamento não havia sido anunciado em lugar nenhum e eu já estava aqui dentro falando com o proprietário e pensando como eu iria limpar e organizar tudo isso e fazer essa casa tomar cara de lar.
Em lugar nenhum do mundo tudo são flores, como vocês podem ver. Eu havia encontrado a apartamento que não era exatamente como eu queria mas que eu sabia que poderia se tornar porem eu nao tinha com quem dividir esse esse espaço todo que, para os padrões de Dublin, é enorme.
Mas tudo bem, sempre foi o meu sonho ter um apartamentinho para chamar de meu na Europa e eu sabia que eu merecia isso e que a vida ia se encarregar de organizar para que tudo desse certo. E assim foi.
No apartamento que eu morava antes de mudar pra cá eu conheci a Diana, uma espanhola fofuxa que assim como eu, é cheia de ideias e é apaixonada por comunicação. Assim que nos conhecemos começamos a conversar e até hoje não paramos mais. Quer dizer, paramos para dormir, estudar, trabalhar e outras coisinhas a mais quando estamos longe uma da outra.
No meio das nossas conversas eu descobri que ela morava na cidade vizinha e tinha conseguido um emprego no escritório do Facebook aqui em Dublin e precisava mudar para a o centro da cidade. Acendeu uma luzinha na minha cabeça e no mesmo instante chamei ela para se mudar comigo, sem mesmo ver o lugar ela aceitou. Tudo se encaixou. A vida me deu ela de presente na hora certa e eu sabia que ela, digo, a vida, iria trazer a pessoa certa na hora certa.
O Vitor também mora com a gente agora. Ele é meu amigo de infância e por isso eu sinto como se esse fosse mesmo o meu lugar no mundo. O Vitor é muito sensível e observador, outro dia acordei dizendo pra ele que tinha acordado estranha porque estava sentindo como se não morasse mais aqui na Irlanda. Ele olhou pra mim e disse: “Isso está contecendo porquê pela primeira vez desde que tu chegou aqui, tu tá se sentindo completamente em casa”. E é bem isso mesmo.
Mesmo com toda essa história eu ainda preciso repetir mais uma vez o que eu nunca vou me cansar de dizer: sou rodeada de pessoas incríveis!
Nossos amigos mais próximos continuam morando no nosso antigo apartamento e é lindo a forma como mesmo tendo que dizer um breve tchau e superar essa ”separação”, eles ficaram muito felizes por temos encontrado um novo lugar pra morar.
Sem perguntar muito sobre a nossa opinião eles decidiram que precisávamos fazer uma festa de boas vindas. No início ficamos meio assustados com a ideia pois assim que chegamos a casa não tinha praticamente nada dentro. Sem lugar pra muita gente sentar, sem copos o suficiente, sem caixa de som. Não estávamos preparados pra um evento desse porte. Mas deixamos acontecer. Como todo o resto que vem acontecendo até aqui.
Eu nunca havia tido uma Welcome Party antes. O Igor, um dos croatas que morava com a gente disse que eles costumam fazer esse tipo de festa para presentear os Hosts com objetos que os fizessem se sentir em casa no seu novo lar.

“Assim, sempre que vocês olharem para a decoração, vocês irão lembrar de cada um de nós que estivemos aqui nesse momento de boas mudanças” ele disse. Achei fofo.
As pessoas foram chegando e trazendo bebida, snacks e os tais presentes, que mesmo sem nenhuma ”razão” acabaram combinado perfeitamente com o nosso lar.
Com meu amigo alemão, nesse mesmo dia eu descobri que na Alemanha eles têm a tradição de levar sal e pão quando alguém se muda para um lugar novo. A razão? Se mudem, convidem um Alemão para fazer uma visita que vocês irão descobrir também.

É muito engraçado como a vida aqui do outro lado do mundo é totalmente imprevisível e surpreendedora. Pessoas vão e vem a todo instante e a gente nunca sabe onde e como vai acordar.
E entre esse oceano de interrogações, a única coisa que a gente realmente sabe -e melhor que isso, que a gente realmente acredita- é que o nosso destino pode ser incerto, difícil e desconhecido, mas certamente vai ser incrível.
Em geral as coisas acontecem assim. Dando meia dúzia de goodbyes para dar início a uma sequência de hellos.
Eu ainda fico impressionada com a facilidade que eu tenho de concretizar as coisas, ainda mais quando estamos falando sobre os meus sonhos. A cada passo eu sinto que tenho dentro de mim o poder de chegar onde eu quiser!

Essa foi uma das primeiras experiências incríveis que nós vivemos aqui e antes que eu me esqueça, sintam-se bem vindos para vir nos visitar! Mas não esqueçam de trazer pizza!

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sábado, 30 de julho de 2016.

Fiquei emocionada como sempre…mas agora realizada pois este era também o meu sonho quando tinha a tua idade, viver em um conto de fadas, sei que todos temos esse direito, como digo: para nós o melhor!!!


domingo, 31 de julho de 2016.

Como sempre… Surpreendentemente maravilhosaaaaa!!!! Sinto muito orgulho de você, mesmo que quando leio suas postagens fique com o coração na mão!!! Amo você!!! Fique com Deus!!!!


terça-feira, 2 de agosto de 2016.

Poxa, que bacana! Fico feliz por você estar realizando tantos sonhos e vivendo tantas experiências. E acho que uma das razões para as coisas boas que acontecem na sua vida são por causa das boas pessoas que te cercam e isso é ótimo. Pessoas assim são muito raras de encontrar.
Beijos!

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