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Se engana quem acha que um intercâmbio começa a partir do momento que o avião decola. Quem está vivendo pela primeira vez essa experiência já sabe, o nosso intercâmbio começa quando você ainda nem saiu de casa. Ele  começa no momento das nossas primeiras pesquisas, orçamentos e reuniões. Do pré embarque à na nossa volta pra casa. 

Escolher uma agência de intercâmbio é como montar um quebra-cabeças. Existem mil peças e opções em cima da mesa, mas nem todas elas se encaixam onde a gente precisa. São muitos os detalhes que precisam ser levados em consideração para que a nossa viagem seja um sucesso, e por ser um investimento alto, é super importante pesquisarmos bastante antes de arriscarmos as nossas economias em algo desconhecido. 

Eu já estou no meio do meu caminho e antes de chegar aqui eu pesquisei muito (muito!) sobre esse assunto.  Já estive em contato com diversas empresas e adquiri um pouco de conhecimento sobre o que esse tipo mercado tem a nos oferecer. Eu dediquei parte do meu tempo fazendo as minhas próprias buscas porquê eu nunca encontrei  ”conselhos” como esses que escrevi hoje pra vocês prontos na primeira página do Google, e por isso, nada mais justo do que dividir tudo que eu descobri ao longo do tempo em um post com 5 coisas para levar em consideração na hora de escolher a sua Agência de Intercâmbio. – e ser muito feliz com a sua decisão – !

Normalmente a nossa história começa assim: Decidimos passar um tempo fora do país, não sabemos muito bem por onde começar mas já visitamos o website de várias empresas de Intercâmbio. Nós sabemos que estamos no caminho. Em breve teremos uma série de orçamentos em mãos mas não sabemos por onde exatamente começar a selecionar.

É aí que essa listinha entra em ação! Pegue um bloco de anotações e bote tudo isso na ponta do lápis:

 1- Tipos de serviço que a empresa oferece – Visto, Passagens, Seguro Saúde, Cambio de moedas, Acomodação, Escola, Escritório no exterior, Setor de Suporte ao intercambista

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A primeira e mais importante dica é básica: Tenha certeza de que você sabe tudo que está incluso no pacote que foi passado a você e que o seu pacote inclui todas as coisas que você realmente precisa.

A maioria das agencias de intercâmbio possuem pacotes completos, mas é bom saber que nem todas agências oferecem os recursos que você REALMENTE necessita (e pode acreditar, mochilas, chaveiros e brindes dados pela agência não são o que você realmente precisa. O que realmente faz diferença no seu intercâmbio é o suporte e serviço oferecido pela empresa)

São raras as agência que, por exemplo, oferecem um escritório no exterior, com pessoas aptas para lhe darem o suporte nas questões que você precisa, no local onde você realmente precisa: o destino do seu intercâmbio. Além disso é importante contratar uma agência que disponibilize pessoas especializadas no suporte pré-embarque, que serão responsáveis por te auxiliar em questões como o seu visto, envio de documentos para imigração e tirar todas as suas dúvidas sobre o intercâmbio que está chegando.

Se você logo de cara encontrou uma agencia que oferece todas as peças necessárias para o seu intercâmbio, as primeiras coisas que você deve se perguntar são: Quem são as pessoas/empresas/organizações que prestam esses serviços? A própria agência? Ou são serviços terceirizados? Caso os serviços forem terceirizados, é bom você além de pesquisar sobre a procedência da empresa, começar a pesquisar sobre esses outros serviços também.

Egali por exemplo, empresa que escolhi para fazer o intercâmbio, possui suas próprias acomodações, o que facilita muito. Eles tem Houses e Hostels que nos garantem lugar para morar, pelo menos nas nossas primeiras semanas. Além disso a Egali também possui escritórios no exterior onde trabalham brasileiros aptos para lhe auxiliar no que você precisar, no destino do seu intercâmbio.

Eles também possuem o próprio método de compra de moeda e transferência bancaria pro exterior, emitem passagens internacionais com descontos para estudantes, possuem parceria com uma das maiores empresas de seguro de saúde para viagens do mundo, e possuem um setor especializado no suporte pré-embarque. Ou seja, eu encontrei tudo que eu precisava em um só lugar.

Um dos maiores segredos é esse: escolha uma empresa completa que você não precisará envolver mais pessoas nos seus planos. 

2 – Tipo de suporte que a Agência proporciona 

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A partir do momento em que você tiver alguns destinos em mente, está na hora de começar pesquisar sobre o visto e sobre a documentação necessária pra permanecer nesse lugar. Para realizar a sua viagem você vai precisar comprar a moeda local, contratar um seguro de saúde, comprar suas passagens, encontrar um lugar para morar e se matricular em uma escola.

Sem pânico. Não precisa se assustar. Muitos desses detalhes não estão dentro do nosso conhecimento e é por esse mesmo motivo que ter uma boa assistência é essencial. As agencias estão aí pra isso: para que a gente não precise se preocupar.

Reforçando o tópico 1, dê prioridade para as agências que possuem escritórios para te atender no destino que você pretende viajar. Aqui em Dublin a Egali tem uma Base de Atendimento para os alunos no centro da cidade, sempre que eu preciso de alguma ajuda eu corro lá.

Veja até onde a agência estará ao seu lado pois só assim você não precisará quebrar a sua cabeça no meio do seu intercâmbio tentando descobrir como as coisas funcionam para então poder resolve-las.

3- O preço é uma questão importante – mas seja cuidadoso

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É aquela velha história: o barato as vezes pode sair caro. Em grandes investimentos como esse muitas vezes vale (super) a pena esperar um tempo juntando um pouquinho mais de dinheiro para ter certeza de que durante o seu intercâmbio você não terá dor de cabeças e poderá aproveitar a sua experiência ao máximo.

Na hora de comparar os preços veja se você está comparando pacotes equivalentes e use os valores finais apenas como fatores de desempate.

4- Experiência da Agência no Mercado

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Por questões de segurança é importante pesquisar quanto tempo a empresa atua no mercado e se possível, contactar amigos ou conhecidos que já tenham tido algum tipo experiência com essa agência para que eles possam passar alguma espécie de Feedback.

É muito bom não se limitar as agencias da esquina, faça grandes pesquisas. As empresas maiores (vulgo as que atuam em todo país/estado/continente) sempre me passaram mais confiança. Agente precisa ter a segurança de que tudo que condiz as obrigações da agencia vai dar certo.

Na minha cabeça funciona mais ou menos assim: se a empresa tem vários escritórios é porquê certamente eles tem vários clientes; Se eles tem vários clientes é porque o serviço é bom; Se o serviço é bom é porquê eles tem experiência e dominam o trabalho que fazem. Duvido que minha lógica esteja muito errada.

5-Eficácia e receptividade dos atendentes

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Assim como em muitas outras coisas na vida, tem que rolar a química. Vá até o escritório das agências e troque uma idéia com os atendentes, sem compromisso. Se você sentir que os funcionários não estão muito interessados em te passar todas as informações que você precisa agora no inicio, desculpe, mas essa não é a agência ideal pra você. Seja exigente e só assine um contrato quando você se sentir confiante.

Quanto aos orçamentos online, comigo funciona mais ou menos assim: Respondeu o meu e-mail rapidamente? Ótimo! Porquê se enquanto eu ainda sou um potencial cliente eles não me responderem com rapidez, não imagino que iriam fazer enquanto eu estiver lá do outro lado do mundo.

A minha parte favorita sobre visitar os escritórios das empresas é conhecer como as coisas funcionam de pertinho. Durante as minhas reuniões com a Egali eles me auxiliaram a encontrar o pacote que mais combinava comigo e com as minhas prioridades e expectativas.

Quando você senta frente a frente a um atendente eles vão te apresentar uma série de destinos, workshops e passeios que talvez nunca tenham passado na sua cabeça. No inicio, por exemplo, eu queria ir pra França ou pra Itália; logo depois vimos que a Irlanda se encaixava mais com aquilo que eu esperava da minha experiência vivendo na Europa.

Existe um mundo de opções, um mundo de destinos aí fora! Cabe a você decidir o melhor caminho a seguir : )))

Egali possui escritórios em toda America Latina e se você quiser começar a sua busca e encontrando o escritório mais próximo de você é só clicar aqui

Clicando  > aqui < você pode fazer um orçamento online, e > aqui < você pode conhecer um pouquinho mais dos diferenciais da Egali!

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Que os americanos são famosos pelo ovo e bacon no café da manhã todo mundo já sabe, mas o que talvez grande parte do mundo ainda não saiba é que os Irlandeses também tem um costume matinal muito parecido.

Há quem diga que nesse país a gastronomia nao tem nada de especial, ma uma das coisas que caracteriza a culinária irlandesa e que de forma alguma pode passar despercebida é o Irish Breakfast; Um prato nada modesto que costumava ser a principal refeição dos irlandeses que moravam/trabalham em fazendas na antiguidade.

Por não ser algo tão saudável ou leve, o Irish Breakfast não é algo que se come todos os dias. O café da manhã é popular mesmo durante feriados e fins de semana, quando as pessoas tem mais tempo para cozinhar.

Um bom prato de Irish breakfast pode ser facilmente encontrado em restaurantes espalhados por todas cidades Irlandesas, mas em poucos passos a gente consegue fazer o nosso próprio café da manhã para começar o dia se sentindo um verdadeiro Irlandês!

Preparar um tradicional Irish breakfast é simples, você vai precisar de:

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Pães, Bacon, Salsichas, Ovos, Morcela preta e/ou branca (opcional), Feijão com molho de tomate, Tomate, Batata, Cogumelos.

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Sao três passos muito simples:

1– Lave tudo bem direitinho

2– Pique como você quiser

3– Coloque tudo na frigideira com um pouquinho de oleo

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O feijao já vem pronto mas você pode ter um igualzinho fazendo assim:

 1–  Compre feijao branco de caixinha

2– Tire o caldo

3– Adicione molho de tomate

4– Leve ao fogao

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Os irlandeses costumam dizer que um Irish Breakfast é o melhor remédio para curar a ressaca! Será que é verdade? hahaha

  Ps: esse post foi escrito para o site da Egali, entao você também pode ler ele clicando >aqui<

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Admito que assim que decidi vir fazer um intercâmbio aqui para Europa, a coisa que menos me interessava era frequentar um curso de inglês. Pra mim que já vim pra cá com o idioma na ponta da língua, o curso não se passava de uma boa desculpa para atravessar o oceano e acordar todo dia nesse lugar lindo.

Eu não tinha muita exigência quanto a escolha da escola, a mais baratinha já me me satisfazia porquê no fundo, o que me interessava mesmo era o visto e não propriamente a estrutura da escola.

Eu não tinha noção da importância de um bom curso, de uma boa escola e de como isso poderia afetar na experiência do meu intercâmbio. Chegando aqui eu descobri que não era a única que pensava assim e muito menos a única que mudou de opinião logo nos primeiros dias de aula. Por sorte minha a Egali escolheu o melhor mim, eles me matricularam em uma escola incrível.

Como em todos lugares e setores do mundo, existem escolas boas e outras nem tão boas assim, mas de fato a maioria das escolas aqui de Dublin possuem estruturas e professores que super condizem como valor do investimento. O governo se preocupa muito com a qualidade do ensino que o país nos oferece e por isso (e por alguns outros motivinhos) eles fazem vistorias nas escolas regularmente. As que não seguem os padrões exigidos são fechadas, e isso faz com que os padrões dos serviços oferecidos sejam sempre altos.

Quando se fala sobre escola, curso e estudos, a palavra que mais se repete é sem duvidas a palavra  ”attendance”.  O attendance é nada mais nada menos do que a nossa presença nas aulas. Ele pode nos causar dores de cabeça e por isso é uma das coisas que nós mais nos preocupamos. A imigração exige que nós estudantes estejamos frequentando a escola regularmente e tenhamos uma presença de no mínimo 75% ; Eles são bem intolerantes quanto as faltas.

As consequências para quem não comparecer as aulas são inúmeras, uma delas é o cancelamento do visto. Perder o direito de morar, estudar e trabalhar em um país tão incrível e acolhedor quanto a Irlanda é algo que quase ninguém (se não mesmo ninguém) deseja. Sendo assim, somos obrigados a passar nossas manhãs (ou tardes) na aula, e por isso é tão importante garantir que nosso tempo dentro da escola vai estar sendo bem utilizado.

O meu nível de inglês já é bem estabilizado, um dos meus maiores objetivos era vir expandir o meu vocabulário e botar em prática tudo que eu já havia anteriormente aprendido. Gramaticalmente falando não há muito mais o que eu estudar, mas isso não significa que eu não descubra coisas novas toda vez que entro na sala de aula.

Toda segunda-feira chegam novos alunos de várias as partes do mundo para iniciar os seus cursos, o que torna o ambiente da escola uma atmosfera multiculturalmente linda, jovem e divertida.

Dublin é uma cidade cheia de imigrantes, boa parte deles brasileiros (não é novidade alguma, né?!) mas boa parte deles são Europeus que chegam de países que assim como no Brasil não tem o Inglês como língua principal. Esses imigrantes Europeus não precisam frequentar cursos de idioma para aprender a língua, assim como nós, porquê eles não precisam de visto para permanecer em território Irlandês. Alguns deles passam anos morando aqui sem nenhuma base gramatical de inglês e por isso a capacidade que muitos deles tem se comunicar são péssimas.

Durante uma dessas semanas exaustivas (que todo mundo tem) eu acordei com um pensamento do tipo ”se eu fosse Europeia não precisaria estar acordando as sete da manhã nesse frio pra ir para o College”, mas aí quando eu cheguei no trabalho e dei de cara com uma Polonesa que mora a mais de 10 anos aqui na Irlanda e não consegue nem conjugar verbos no passado, pois nunca precisou frequentar um curso de Inglês, eu voltei imediatamente para aquele pensamento matinal e agradeci pela oportunidade que nos deram de passar um determinado tempo aqui na Irlanda para aprimorar a nossa capacidade de comunicação.

Daqui alguns dias o meu curso já está no fim e eu sinto saudades da minha rotina no College desde já. A conecção que eu e todos os outros alunos criamos um com os outros e com os professores é fascinante. Algo que eu nunca tinha visto em nenhum dos cursos que participei anteriormente no Brasil.

A experiência de frequentar um curso de língua estrangeira vai muito além do propriamente o curso. As turmas são pequenas e a proximidade que temos com diferentes nacionalidades, costumes e ideologias vão muito além que os livros didáticos tem a nos ensinar.

Enquanto vivi no Brasil, passei a vida toda morando na mesma casa. Foram dezenove anos no mesmo quarto, com a mesma família e com praticamente a mesma vizinhança.
Assim que mudei pra Europa comecei a viver uma experiência totalmente diferente. Nos meus primeiros 4 meses aqui eu morei em 4 casas diferentes e cheguei a fazer mais de 2 mudanças em um só mês.
Eu vivi (e dividi o meu quarto) com pessoas que eu nem conhecia. Umas marcaram a minha vida, outras eu nem mesmo lembro o nome.
Nesse troca-troca eu conheci de perto como personalidades podem variar e como nós seres humanos agimos de formas destintas em frente a situações cotidianas. Pra bom observador, uma experiência mais do que incrível.
Como vocês sabem, meu primeiro lar na Irlanda foi a Egali House. Lá eu fui acolhida, fiz meus primeiros amigos e a minha primeira família aqui. Sem duvidas, um dos momentos mais marcantes e importantes dessa minha nova trajetória.
Depois disso eu mudei  com amigos que eu conheci  lá mesmo na Egali House para um apartamento incrível no centro da cidade. Sabe aquelas coisas que parecem boas demais pra ser verdade? Então. O apartamento era perfeito porém administrado por uma brasileira (Sim! Brasileiro tirando proveito de Brasileiro!) que aparentemente só queria lucrar usando estudantes que tinham acabado de chegar na cidade. Menos de um mês depois que nos instalamos no apartamento decidimos sair.
Quando sai de lá, fui morar em um Hostel. Alugava um quarto e dividia com outras 3 meninas que já haviam dividido o quarto comigo durante a minha estadia na E. House, elas também frequentavam o mesmo college que eu. Bons tempos.

A privacidade era quase zero mas mesmo assim valia super a pena. O Hostel era super bem localizado e a gente podia acordar cinco minutos antes da aula começar que mesmo assim não chegávamos atrasadas. Todo dia cedo o café da manhã estava pronto nos esperando e pessoas novas faziam check in no Hostel. Estávamos a todo instante conhecendo pessoas e histórias diferentes.
Só decidi sair de lá quando encontrei a minha segunda família, morei com croatas e mexicanos, pessoas que eu vou lembrar pro resto da vida. Lembrar pela companhia, pelas noites viradas rindo na sala de estar, pelas refeições deliciosas que nós compartilhamos.
Agora, por fim, eu encontrei um apartamento vazio em uma área bonitinha (uma das minhas favoritas) aqui de Dublin. O apartamento é antigo mas tem um preço que cabe no bolso. Durante meu caminho para casa eu passo por um parque, por uma das Catedrais mais lindas e famosas da cidade e por dentro de um Castelo. Queria poder morar aqui pelo menos pelos próximos dez anos da minha vida.

Sem dúvidas esse apartamento foi o presente que algum Leprechaun deixou pra mim no lugar do pote de ouro no fim do arco íris, logo depois de uma dessas chuvas que chegam praticamente todos os dias aqui na cidade. O apartamento não havia sido anunciado em lugar nenhum e eu já estava aqui dentro falando com o proprietário e pensando como eu iria limpar e organizar tudo isso e fazer essa casa tomar cara de lar.
Em lugar nenhum do mundo tudo são flores, como vocês podem ver. Eu havia encontrado a apartamento que não era exatamente como eu queria mas que eu sabia que poderia se tornar porem eu nao tinha com quem dividir esse esse espaço todo que, para os padrões de Dublin, é enorme.
Mas tudo bem, sempre foi o meu sonho ter um apartamentinho para chamar de meu na Europa e eu sabia que eu merecia isso e que a vida ia se encarregar de organizar para que tudo desse certo. E assim foi.
No apartamento que eu morava antes de mudar pra cá eu conheci a Diana, uma espanhola fofuxa que assim como eu, é cheia de ideias e é apaixonada por comunicação. Assim que nos conhecemos começamos a conversar e até hoje não paramos mais. Quer dizer, paramos para dormir, estudar, trabalhar e outras coisinhas a mais quando estamos longe uma da outra.
No meio das nossas conversas eu descobri que ela morava na cidade vizinha e tinha conseguido um emprego no escritório do Facebook aqui em Dublin e precisava mudar para a o centro da cidade. Acendeu uma luzinha na minha cabeça e no mesmo instante chamei ela para se mudar comigo, sem mesmo ver o lugar ela aceitou. Tudo se encaixou. A vida me deu ela de presente na hora certa e eu sabia que ela, digo, a vida, iria trazer a pessoa certa na hora certa.
O Vitor também mora com a gente agora. Ele é meu amigo de infância e por isso eu sinto como se esse fosse mesmo o meu lugar no mundo. O Vitor é muito sensível e observador, outro dia acordei dizendo pra ele que tinha acordado estranha porque estava sentindo como se não morasse mais aqui na Irlanda. Ele olhou pra mim e disse: “Isso está contecendo porquê pela primeira vez desde que tu chegou aqui, tu tá se sentindo completamente em casa”. E é bem isso mesmo.
Mesmo com toda essa história eu ainda preciso repetir mais uma vez o que eu nunca vou me cansar de dizer: sou rodeada de pessoas incríveis!
Nossos amigos mais próximos continuam morando no nosso antigo apartamento e é lindo a forma como mesmo tendo que dizer um breve tchau e superar essa ”separação”, eles ficaram muito felizes por temos encontrado um novo lugar pra morar.
Sem perguntar muito sobre a nossa opinião eles decidiram que precisávamos fazer uma festa de boas vindas. No início ficamos meio assustados com a ideia pois assim que chegamos a casa não tinha praticamente nada dentro. Sem lugar pra muita gente sentar, sem copos o suficiente, sem caixa de som. Não estávamos preparados pra um evento desse porte. Mas deixamos acontecer. Como todo o resto que vem acontecendo até aqui.
Eu nunca havia tido uma Welcome Party antes. O Igor, um dos croatas que morava com a gente disse que eles costumam fazer esse tipo de festa para presentear os Hosts com objetos que os fizessem se sentir em casa no seu novo lar.

“Assim, sempre que vocês olharem para a decoração, vocês irão lembrar de cada um de nós que estivemos aqui nesse momento de boas mudanças” ele disse. Achei fofo.
As pessoas foram chegando e trazendo bebida, snacks e os tais presentes, que mesmo sem nenhuma ”razão” acabaram combinado perfeitamente com o nosso lar.
Com meu amigo alemão, nesse mesmo dia eu descobri que na Alemanha eles têm a tradição de levar sal e pão quando alguém se muda para um lugar novo. A razão? Se mudem, convidem um Alemão para fazer uma visita que vocês irão descobrir também.

É muito engraçado como a vida aqui do outro lado do mundo é totalmente imprevisível e surpreendedora. Pessoas vão e vem a todo instante e a gente nunca sabe onde e como vai acordar.
E entre esse oceano de interrogações, a única coisa que a gente realmente sabe -e melhor que isso, que a gente realmente acredita- é que o nosso destino pode ser incerto, difícil e desconhecido, mas certamente vai ser incrível.
Em geral as coisas acontecem assim. Dando meia dúzia de goodbyes para dar início a uma sequência de hellos.
Eu ainda fico impressionada com a facilidade que eu tenho de concretizar as coisas, ainda mais quando estamos falando sobre os meus sonhos. A cada passo eu sinto que tenho dentro de mim o poder de chegar onde eu quiser!

Essa foi uma das primeiras experiências incríveis que nós vivemos aqui e antes que eu me esqueça, sintam-se bem vindos para vir nos visitar! Mas não esqueçam de trazer pizza!

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