Depois que conheci o caminho para as praias de Dublin eu passei a fazer questão de, agora durante o verão, pelo menos uma vez na semana ir ver o mar.
Mas no último domingo a visita à praia foi diferente. Eram 8 da noite e nós, eu e Marcele, estávamos na sala de estar quando sentimos que mesmo já sendo um pouco tarde precisávamos ir pra algum lugar.
Pegamos o primeiro ônibus, ele ia pra Howth, e no meio do trajeto decidimos que desceríamos ali mesmo, no meio do caminho. Estávamos na baia de Malahide.
A Marcele é uma das minhas amigas fotógrafas que eu conheci aqui, nós estávamos completamente sozinhas fotografando quando uma mulher pareceu nos pedindo ajuda para fazer uma foto. A nossa resposta para a para a pergunta foi sem dúvidas um sorriso acompanhado de um “Você pediu para as pessoas certas! Nós somos fotógrafas!” cheio de entusiasmo. Era possível sentir a emoção nos olhos dela em frente à aquele show da natureza, mas não sabíamos que aquela emoção vinha além do degradê de laranja e cor de rosa pintado no céu que refletia na água.

Com o celular daquela moça (que nós não sabemos o nome até hoje) em mãos a foto pronta para ser feita, logo descobrimos que estavámos participado de um momento muito especial. A mãe dela havia falecido alguns dias atrás e ela havia vindo de New York em busca do lugar e do momento perfeito para jogar as cinzas no mar Irlandês. Sua mãe era apaixonada pela Irlanda e o seu sonho era fazer uma viagem e vir até aqui. E então a sua filha o fez.
“So yes mom… Now you are in Ireland!” – Ela disse enquanto a cidade parecia fazer um minuto de silêncio em homenagem a aquele momento tão intimo em busca de paz que nós e a natureza estávamos juntos presenciando.

Coisas como essas acontecem comigo sempre, não importa onde eu esteja. No destino final ou no meio do caminho. E a cada vez tenho ainda mais certeza de que a vida é uma grande missão e só quem está entregue consegue cumpri-la.  A missão naquele dia era estar naquele lugar para ajudar aquela mulher a registrar da melhor forma um momento importante na vida e na eternidade dela e da mãe.
Eu voltei para casa no último ônibus de volta para a cidade meio anestesiada com tudo aquilo que havia acontecido e ao mesmo tempo meio boba com a intensidade da sintonia da vida que eu levo aqui.
A harmonia é tão grande que as vezes sem querer, enquanto eu realizo o meu sonho eu acabo contribuindo com a realização do sonho dos outros também.

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O momento que fez o nosso dia :)))

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É incrível como a fotografia está sempre, de alguma forma, me fazendo viajar. Me conectando com o mundo e com pessoas. É incrível e ao mesmo tempo lindo.

Felicidade é mesmo um fim de tarde olhando o mar :’)

Vocês que acompanham a minha vida por aqui sabem que dois mil e dezesseis tem sido o ano da realização de algo que eu sempre desejei pra mim. Isso não é mais nenhuma novidade, mas ainda assim eu ouço muito dizer por aí que sou uma menina de muita sorte. Mesmo que eu concorde plenamente com esse tipo de comentário eu gosto sempre de deixar bem claro que atingir um objetivo exige uma longa caminhada.

 Nos últimos tempos -principalmente depois de ter ganho o prêmio Teen Web Awards da Abril – algumas das minhas metas pessoais acabaram se aproximando cada vez ainda mais da minha realidade. Eu ganhei mais confiança, o blog ganhou mais visibilidade e com isso algumas empresas começaram a entrar em contato comigo me convidando para que eu fizesse um trabalho parecido com o que eu faço aqui hoje. 

Durante algum tempo eu preparei um plano A, um plano B, C e outros planos suficientes para utilizar o abecedário inteiro. Eu recebi vários tipos de propostas (umas bem maluquinhas), participei de conferencias por Skype, reuniões e até ligações interestaduais por telefone que duraram horas. Eu já estive quase na Australia, quase em Nova York, quase na California. Foi preciso “quase estar” em muitos lugares para decidir em quem confiar um dos meus maiores sonhos

Para vocês entenderem melhor sobre o que eu estou falando, vou começar essa história do Era uma vez.

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Foi em dezembro do ano passado quando eu e o pessoal do Marketing da Egali tivemos – nada por acaso – o nosso primeiro contato.

Como eu disse, eu sempre soube onde eu queria chegar. Quando eu e a Egali nos encontramos e eu conheci mais profundamente o trabalho deles, eu não tive dúvidas de que era do lado daquele time que eu queria estar. 

Eles são sempre muito receptivos e abertos para ouvir tudo o que eu tenho para falar. Eles tinham alguns objetivos, eu tinha várias idéias e ambos tinhamos a vontade de juntar tudo isso para desenvolver um projeto bem legal. 

Depois de algumas reuniões (e vááárias trocas de e-mails) entramos em uma sintonia e as coisas estavam decididas. Dessa vez eu não estava quase na Europa, eu estava com todo o plano pronto para partir.

Foi tudo muito rápido. Eu sai de casa sem muitas despedidas ou grandes planejamentos. Aqui na internet eu dei um breve aviso: A Egali está patrocinando o blog e eu estou indo morar em Dublin para compartilhar com vocês a minha experiência como uma Aluna Egali.

O nosso intuito é basicamente levar a informação do ponto de vista do intercambista através das redes sociais, deixar vocês mais conectados com a empresa e despertar a vontade de explorar o mundo que existe dentro de nós. Não é mesmo incrível?

O meu trabalho, a minha vida e tudo que eu mostro por aqui é super real e o espaço e a oportunidade que a Egali me deu para contar e compartilhar tudo isso com muita naturalidade é algo que me fascina.

Eu não assinaria o meu nome em baixo ou espalharia mensagens sobre algo que eu não acredito. Ter influência sobre um número grande de pessoas é algo super delicado e por isso eu precisei percorrer um longo caminho até encontrar algo/alguém que passasse segurança não só para mim quanto para vocês também.

 Não se auto-medica ou se oferece remédio nenhum a ninguém sem antes consultar a bula. O meu sentimento quanto a minha responsabilidade sobre a minha influencia aqui na internet é mais ou menos assim.

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 São diversos os motivos que fazem eu me sentir confortável ao dizer em voz bem alta que eu super indico a Egali para quem está pensando em sair de casa sem medo ou preocupação e se aventurar por aí assim como eu fiz.

O suporte INCRÍVEL (em letra maiúscula e em negrito!) que a Egali me proporcionou desde o primeiro segundo me surpreendeu muito quando eu cheguei aqui achando que estaria sozinha. Eu nunca havia me sentido tão bem acompanhada em um lugar onde eu não conhecia ninguém.

O meu primeiro contato com a Egali fora do Brasil foi durante o meu check in na Egali House. Exausta depois de muitas horas de vôo, meio sem acreditar que eu já estava de volta na Europa e totalmente confusa por estar aqui e não saber por onde começar.

Em frente a uma porta vermelha eu fui recebida pelo Juan (um dos funcionários da residência), ele fez o meu Check In na casa e, com muita paciência e dedicação, me explicou como funcionam as coisas na cidade. Sem parar de sorrir por um segundo sequer, ele me passou algumas outras dicas super valiosas e me apresentou pro pessoal da casa também. A gente não faz idéia o quão importantes são ações simples como essas, até chegar aqui. 

Um dos segredos para se ter um bom intercâmbio é sair de casa sem medo do que está por vir. Mas por mais que a gente entenda a importância desse espirito aventureiro e da cultivação desse tipo de pensamento, nem sempre botar isso em pratica é uma tarefa fácil. A gente precisa de ajuda, de segurança e desse tal suporte que eu estou falando.

 A Egali tem uma base (escritório) no centro da cidade onde nós, estudantes, podemos recorrer sempre que necessário. Sempre que necessário significa durante todo o período do intercâmbio, não apenas no inicio. E é sobre esse tipo de suporte que eu tanto falo. Sobre ter sempre alguém capacitado para iluminar o nosso caminho.

Por detalhes importantíssimos como esses que eu reforço o quanto o trabalho que eles desenvolvem aqui na Irlanda é essencial. Desde a reunião pós embarque, walking tour para conhecer as principais ruas da cidade, auxilio com seguro saúde, acomodação até a correção de currículos. De segunda a sexta eles são o nosso porto seguro.

Nós vivemos em uma relação entre intercambista, blogueira e empresa onde todo mundo evolui junto. E eu sou infinitamente grata por ter tido a oportunidade de conhecer de perto e poder contribuir com o crescimento de uma empresa tão séria, humana e comprometida que auxilia na realização dos sonho de tantas pessoas, como eu.

A nossa parceria ajudou a ampliar ainda mais as minhas fronteiras, a minha noção de mundo e o meu conceito sobre liberdade; e é por isso que eu indico a Egali para todos vocês. Leitores, visitantes e melhores amigos. 

Se você gostou da minha indicação, clique >aqui<e dê o primeiro passo para a realização do seu intercâmbio. Peça um orçamento! :))) 

Dias de céu azul aqui em Dublin sempre me fazem exaltar felicidade e relembrar o quão bom é acordar cedinho e dar de cara com a vida que eu sempre sonhei.

E hoje eu acordei assim; Com a certeza de que nunca estive tão satisfeita com a minha vida e super orgulhosa por semear, cultivar e carregar dentro de mim o sentimento de estar criando um futuro tão bonito mesmo sendo assim tão nova.

As vezes eu me pego aqui olhando o meu feed do Instagram durante horas. É uma verdadeira terapia admirar e recordar a caminhada que eu já fiz até aqui, e assim, tentar mensurar o quão linda é a vida que eu venho com o tempo construindo.

Recordar o quão maravilhosos foram os momentos que eu já vivi. O quão encantadores foram os lugares que eu já conheci. O quão incríveis foram as pessoas que eu já encontrei e o quão inesquecíveis foram os momentos que eles estiveram do meu lado.

Desde que eu me mudei pra cá eu vivo com pouco e sorrio com muito. E esse é um dos maiores segredos da felicidade que eu aprendi aqui. Viver apenas com o necessário para sempre ter espaço para as pequenas e prazeirosas coisas da vida que estão por vir.

De todas essas coisas boas, o que fica são as lembranças, os aprendizados e é claro, as fotografias. Essas são então as minhas Fotografias de Bolso sobre o inicio da minha vida aqui na Europa.

1– Minha primeira foto em frente as portas coloridas irlandesas

2– Um caminhão de sorvete (Sim eles existem!)

3– Minha primeira neve aqui em Dublin

4-Balinhas com mensagens romanticas que encontrei no supermercado

 

5– Turistas que encontramos em um restaurante no St. Patricks Day

6– Meu Outfit pro 17 de março!

7– Temple bar na noite de St Patricks

8– Uma janela bonitinha que me fez refletir (ainda mais) sobre a beleza das coisas simples

 

10– Um fim de tarde iluminado no Rio Liffey – uma das minhas partes favoritas da cidade

11– Até hoje não tive sintomas algum de Homesick, mas em compensação já passei uma semana com febre de quase 40 graus

12– Mais um dia que acordei com neve – Quem foi que disse que não nevava em Dublin?

13– Me sentindo especial (e do lado de pessoas especiais) com os ovos de Páscoa que ganhei dos meus novos amigos

 

14 – Dois meses vivendo onde as postas e a minha alma são mais coloridas! <3

15– Um passeio pelo jardim do castelo de Dublin

16– Mais um item para a lista de coisas feitas na vida: Fui para um casting para uma série Viking

17– Sábado frio e de sol no Stephens Green com o Vitor

 

18 – A prova de que o mundo não só cabe na lente da minha câmera como na lente do meu óculos!

19– Lembrança da noite em que nós provamos (quase) todos os coquetéis do Pub

20– Nós e meia dúzia de taças tulipa

21– Uma das primeiras (e até agora mais difíceis) despedidas

 

22– Primeiros dias de primavera na Irlanda

23– Placa da cafeteria Brother Hubbard que define o meu estado de espirito nos últimos tempos

23– Maquininha de sementes da Galeria de Design da Trinity College

24– Carrosel em um domingo de pura diversão

 

25– Rua de guarda-chuvas que me rendeu boas fotos e boas risadas

26– Uma das imagens cotidianas que mais se parecem poesias

27– Reflexo da O’Conell Bridge que me fez pensar que eu moro dentro de uma pintura

28– Parecendo turista no bairro vizinho

29– Quando eu recebi meu Visto Irlandês

30– Um dos dias mais quentes que eu já presenciei aqui! Todo mundo deitado na grama aproveitando os quase 15 graus de sol e céu azul

31– Foto em um muro gracinha na Bow Lane vestindo Fruto da Imaginação

32– Arte de rua universal

♥ ♥ ♥ ♥ 

Todas essas fotos são imagens ilustrativas super sinceras do que vem acontecendo; Pois os melhores momentos são sempre aqueles que nós estamos ocupados demais se divertindo para nos preocuparmos em fotografar.

Sorte a que a minha memória poucas vezes falha : ‘)

Dia dezessete de março é sem sombra de dúvidas um dos dias mais esperados por aqui. É nesse mesmo dia, dezessete de março, que é comemorado um dos feriados mais importantes da Irlanda. Os Irlandeses (e milhares de imigrantes e turistas) celebram a memória de São Patrício, santo padroeiro que disseminou o catolicismo no país.

Não parece, mas o St Patricks Day é uma festa religiosa que com o passar do tempo foi tomando diferentes proporções. Hoje o St Patricks Day já passou ser visto como uma data cultural que mobiliza não só a Europa como também grande parte dos EUA (já que muitos irlandeses acabaram imigraram pros Estados Unidos) e do mundo.

Eu nunca duvidei das proporções da ansiedade dos Irlandeses quanto a essa data já que até eu, brasileira curiosa, desde que comecei a planejar a minha vinda para cá já estava praticamente roendo as unhas. Eu fiz questão de organizar tudo para estar de corpo e alma aqui em Dublin durante o St Patricks.

Eu sempre soube que fazer parte dessa festa seria uma experiência incrível mas não sabia o que esperar sobre esse dia, muito menos fiz questão de criar grandes expectativas. Me preparei para aquela quinta-feira comprando alguns acessórios estampados com shamrocks (trevos de três folhas) e mobilizando os meus amigos para juntos, festejarmos e descobrirmos o que a Irlanda tinha a nos oferecer.

Quando a tão aguardada data chegou, todo mundo saiu de casa bem cedinho para encontrar um bom lugar para assistir a parada de perto e aproveitar o dia ao máximo.

A festa do St Patricks começa sempre na parte da manhã com um desfile que conduz a cidade pelas mais tradicionais avenidas de Dublin e embora o St Patricks Day seja apenas uma vez no ano, ele é comemorado durante vários dias por aqui. A cidade ganha uma atmosfera super familiar e andando pelas ruas e pelos parques a gente vê famílias de todos os tipos unidas curtindo o feriado. Até parecia verão!

Muita gente (principalmente nós Brasileiros) acaba comparando a parada com o nosso carnaval ou com nossos desfiles de sete de setembro, mas a St Patricks Parade é diferente de tudo que a nós somos acostumados a ver.

Por minha sorte, esse ano a comemoração por aqui foi ainda maior. Eles comemoraram junto ao St Paddy’s Day os cem anos da Easter RisingCem anos do marco inicial da luta dos irlandeses contra a dominação Britânica que depois de 6 anos de guerra civil os levaram a independência.

Então vocês já podem imaginar. O orgulho estampado no rosto dos irlandeses se via de longe. Eu sempre tive a imagem dos Norte Americanos como os seres mais mais patriotas do mundo mas os Irlandeses na minha humilde opinião os superaram. Eles brilhavam vestindo as cores da bandeira.

O St Patricks de fato é uma festa que envolve MUITA bebida (quando eu digo muita bebida eu estou falando sobre 10km de barris de cerveja pra uma só cidade em um só dia! ), mas por incrível que pareça isso não o torna um dia/evento perigoso. Aqui na Irlanda é totalmente proibido beber na ruas e é tudo sempre muito bem policiado. Mesmo com uma grande quantidade de pessoas (bêbadas) por todo o canto, não se vê tumulto.

Foi uma experiência inesquecível e um das principais lembranças que irão ficar marcadas na minha memória (e no meu coração) sobre viver o St Patricks ao modo Irlandês é que nesse dia tudo é especial. A comida, as bebidas, os trajes.

Tudo é preparado com muito carinho pelos Irlandeses para nos receber. É uma festa que nos diz ”Olha como apesar de todo sofrimento que o nosso país já passou, nós fomos fortes, superamos e hoje vivemos felizes e de braços abertos pra acolher vocês! Somos um povo verdadeiramente cheio de sorte! Isso não é incrível? Vem cá, vamos beber essa juntos!”.

Se fosse preciso um resumo, eu diria que a festa foi tão verde, feliz e grande quanto a minha gratidão por ter vivido tudo isso tão de pertinho

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Eu sempre me sortuda e aqui no entre esses Irlandeses isso parece fazer ainda mais sentido! I’ve got the Luck of the Irish ♥