Vinte e quatro horas não é tempo suficiente para formar uma opinião sobre algo a ponto de ter credibilidade para fazer uma sólida recomendação e mesmo que eu me sinta assim, eu preciso deixar registrado que embora a Bélgica esteja longe de estar entre os meus lugares favoritos no mundo, Bruxelas é sem dúvidas, um destino que você precisa visitar se estiver fazendo um mochilão pela Europa.

Bruxelas nunca esteve na minha Bucket List e eu acabei indo parar lá por acaso. A cidadezinha estava no meio do meu trajeto entre a minha viagem da França para Holanda e pelo valor da passagem que me levaria pra Bélgica ser tão atrativo e conveniente, eu resolvi embarcar nessa e ir explorar.

Eu fiz a viagem de Paris até Bruxelas de ônibus durante a noite, custou por volta de 6 euros (sim!) e durou cerca de 4 horas que foram bem aproveitadas enquanto eu dormia em uma poltrona mais confortável do que uma poltrona de avião e o meu celular carregava na entrada USB que tinha do meu lado.

(Se você quiser comprar uma passagem dessas, é só acessar o site do Flixbus clicando aqui)

Como a Bélgica acabou sendo uma espécie de ”destino surpresa”, assim que cheguei lá pela manhã não tinha muita idéia do que fazer. Não havia feito muitas pesquisas sobre a história do lugar e por isso não sabia muito bem o que toda aquela beleza explicita naquela arquitetura deslumbrante representava. Foi aí que eu resolvi me juntar a um Free Tour guiado por um Mexicano querido e que eu tive o meu dia em Bruxelas salvo.

Free tour é algo que eu recomendo pra todo mundo que viaja independentemente do destino. Normalmente os guias são estudantes de turismo que fazem o que fazem por paixão. Eles mudam a nossa forma de olhar para o que está ao nosso redor e muitas vezes nos levam a lugares e nos contam curiosidades que talvez sozinho nós nunca descobririamos.

Andei por cerca de duas horas e meia pela cidade acompanhada de um grupo de pessoas de diversos lugares do mundo e por mais que a cidade tenha uma arquitetura inacreditável, a minha parte favorita de Bruxelas foi a comida. Eu fui de Belgium Frites, Chocolate Belga, passando por Waffles com frutas até um copo de cerveja na Delirium Café em apenas 24 horas.

The Royal Palace

Primeira comida tipica Belga que eu provei: Belgian Frites

The Grand Place de dia

Esse é o lugar principal –e na minha opinião mais lindo–  da cidade. Cada um desses prédios (tortinhos)  era usado com um propósito diferente por mercadores e feirantes.

Restaurantes da Rua Bouchers

Um fato muito interessante sobre essa rua é que os vários garçons ficam todos do lado de fora do restaurante tentando atrair clientes. Esses garçons são todos poliglotas e eles tentam adivinhar a tua nacionalidade através da tua aparência pra te convencer a entrar no restaurante na tua lingua!

Manneken pis

A Bélgica certamente tem algum negócio com estatuas de coisas/pessoas/animais mijando, elas estão por toda a cidade e o Manneken Pis é a mais famosa delas. Reza a lenda que esse menino tentou ajudar a cidade durante um grande incêndio fazendo pipi nas chamas

Lojas de Chocolate

Na Bélgica o Willy Wonka passaria vergonha. Lojas de chocolate estão por toda cidade e na maioria das vezes eles não custam muito caro

Les Galeries Royales de St Hubert

Waffle Belga

The Grand Place de noite

Delirium Café 

Cerveja Belga

(e meu amigo Bruno no fundo)

Se você começou a ler o texto e chegou até aqui se perguntando por quais motivos a Bélgica não está entre os meus lugares favoritos no mundo eu te conto: Os Belgas são trilingues, eles tem 3 línguas oficiais e aparentemente não são muito simpáticos em nenhuma delas. Mesmo nos lugares mais turísticos, nas lojas e restaurantes mais chiques os atendentes não faziam muita questão de ajudar. Todo tipo de contato que eu tive com o pessoal local eu senti como se eles estivessem sendo obrigados a nos prestar um grande favor.

Motivos pelos quais mesmo assim eu preciso voltar pelo menos mais uma vez na Bélgica: não comi tanto chocolate quanto gostaria e eu preciso mudar essa estranha impressão que eu tive desse país.

Justo né?!

Um dia de folga e a vontade de conhecer um pouco mais da cidade onde a gente mora foi o que nos fez pegar a estrada e ir pra Howth.

Localizada a uns quarenta minutos do centro da capital, Howth é um Vilarejo que faz parte de Dublin. A região é bem pequena e por isso surpreende quando o assunto é diversidade de atividades deliciosas pra fazer.

Por ser uma região de pescadores a ”atração principal” da região é o Porto. A maioria dos visitantes vai até o Vilarejo para caminhar pelo pier (e admirar os barquinhos!), visitar o farol e comer, já que é possível encontrar várias opções de restaurantes aconchegantes com comidas bem fresquinhas e por um preço bem diferente do que se encontra nas regiões centrais da cidade pelas redondezas.

Mas não só de pescadores é composta Howth. Pequenos produtores e comerciantes dominam o comércio e fazem a alegria de quem gosta de comidinhas orgânicas e naturais. Semanalmente eles apresentam seus produtos que são, muitas vezes, 100% Irlandeses e feitos a mão em uma feirinha muito bem estruturada e localizada.  E foi justamente isso que a gente acabou fazendo a maior parte do nosso tempo por lá. Experimentando novos sabores e tirando novas fotos para preencher os porta retratos de casa.

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O que você achou desse passeio? Deu vontade de visitar também? Escreva aí nos comentários! A caixa de comentários via Facebook está de volta : )

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Desde que eu aprendi que todas as coisas que acontecem nas nossas vidas são necessárias (inclusive as piores delas), eu reduzi pela metade os meus momentos de sofrimento. As vezes é difícil entender –quanto mais explicar– mas quem esteve por aqui, no planeta terra, e presenciou esse último entre nós, meros mortais, provavelmente sabe do que eu estou falando.  Dois mil e dezesseis foi o ano das SUPER transformações, e por isso, foi um ano um tanto quanto dolorido.

cáos que a gente viveu –e vez e outra ainda vai continuar vivendo – está proporcionalmente ligado com o tamanho do nosso crescimento, do nosso amadurecimento e da nossa evolução. Foi tudo tão intenso que em um ano eu “envelheci” pelo menos uns dez. E foi bem assim que 2016 contribuiu nas nossas vidas: nos ensinando várias lições que sem sombra de dúvidas vai fazer o nosso 2017  melhor.

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Os nossos últimos 365 dias nos ensinaram que…

-Tudo é temporário –  E por isso, quando algo acabar, não é preciso entrar em pânico.

A grande necessidade que o ser humano tem de possuir e consequentemente a abstinência dela, foi o que chocou muita gente desde que o calendário mudou pela última vez. Na pratica não é tão fácil mas a teoria é simples: Nem o dono da maior riqueza do mundo pode possuir o seu tesouro pra sempre.

Muitas das mais lindas histórias de amor chegam ao fim. Pessoas não duram para sempre do nosso lado, se for o momento delas partirem, elas partirão.

Até mesmo os Dinossaurosaqueles animais grandes e cheios de força foram extintos. O ser humano em algum momento entre os milhões de anos que o nosso planeta pretende existir, também vai desaparecer.

Nada além da nossa existência é permanente nesse mundo e essas são só algumas provas de que não há motivo para um grande pânico. 

A partir do momento que passamos a encarar todas essas desconexões e sacrifícios como formas de aprendizado, ganhamos uma força extra para seguir o nosso caminho. We are only temporary players in everyone else’s permanent existence.

 

-Ser livre é muitas vezes se sentir sozinho – A liberdade nos exige uma boa dose de coragem

Um passarinho quando aprende a voar sabe mais sobre coragem do que de vôo, já dizia Lucão.

Liberdade tem um significado diferente para cada um, e pra mim, é poder estar onde e quando eu quiser, onde eu me colocar.

Pessoas tem diferentes prioridades e ambições e nem mesmo a pessoa que mais te ama no mundo (vulgo aos seus pais/família) vai poder te acompanhar de perto sempre caso você decida ir longe, em busca das suas realizações.

Existem sim casos onde duas ou mais pessoas caminham juntas, quando ambas partes tem objetivos em comum, e mesmo quando isso acontece é importante nunca esquecermos que a nossa liberdade termina onde começa a do outro.

De mãos dadas ou mãos livres o aprendizado existe. A solidão nos ensina tanto quanto uma boa companhia.

 

 -A nossa felicidade precisa vir em primeiro lugarE a gente precisa parar de achar que isso é egoísmo

Muito me frustrei por gastar minha preciosa energia tentando agradar quem nem se importa tanto assim comigo. Muito me frustrei tentando corresponder as expectativas de pessoas aleatórias que esperavam um certo resultado de algo que nem sempre eu estava disposta a fazer. Hoje eu já não sei como seria melhor me definir durante esse tempo, se como uma marionete ou bobo da corte. Sei que me libertei.

Quem vive para os outros, acaba não vivendo e por isso eu sempre digo: Se priorize.

Prezar pela sua própria felicidade (desde que não prejudique o próximo) não é egoísmo.

 

-A atitude alheia não deve afetar a nossa atitude –  Cada um faz o seu melhor de acordo com a sua consciência.

Serve não só para quando se fala sobre o comportamentos e atitudes mas também para diversos outros pontos da nossa vida: Os resultados, respostas e reações que a gente espera receber são fortemente relacionadas com a forma com que a gente se posiciona quanto a elas.

Nós não podemos mudar o sentimento que as pessoas têm pela gente, mas podemos mudar a forma com que a gente se coloca em frente a elas e então assim, elas mudam (ou não) de opinião por conta própria.

Aquela expressão ”Fool me once shame on you, Fool me twice shame on me” me incomoda. Na minha humilde concepção, ”Fool on me once shame on you, Fool me twice >shame on you again<” soa muito melhor. Pagar na mesma moeda muitas vezes já não cabe mais.

Não deixar que as vibes ruins dos outros nos afete e nos tire do nosso equilíbrio é questão de prática. Cada um faz o seu melhor de acordo com a sua consciência e se a consciência de alguns é pequena demais, isso não é problema nosso.

 

-Criticas e julgamentos são APENAS críticas e julgamentos – Não de atenção e poder para as coisas destrutivas do universo.

Sou filha de psicóloga e se existe um pensamento sábio que a minha mãe compartilhou comigo sobre julgamentos nesses últimos dias é de que ‘‘Ninguém na sala de espera sabe a história inteira”. Por isso, devemos evitar ao máximo criticar e dar ouvidos a criticas destrutivas.

Não sabemos quais os traumas as pessoas carregam. Não podemos exigir que o vizinho tenha a mesma percepção e a mesma sensibilidade que a nossa quanto a determinado assunto ou situação. Não da pra exigir que alguém compreenda algo que está longe do seu campo de entendimento.

O ser humano vive diversas fases de evolução. Uns são mais mentalmente saudáveis do que os outros.

 

-Quem somos hoje não é necessariamente quem precisamos ser amanhã – Metamorfoses não são restritas as borboletas

Já passou da hora de mudanças drásticas continuarem sendo encaradas como algo anormal. Quem nós somos hoje não é necessariamente quem devemos ser amanhã ou depois, mas é muito importante que não importa como, continuemos sendo nós mesmos.

A imagem que construimos afeta não só a percepção dos outros como a nossa também. Tenhamos cuidado, tentar ser outra pessoa é um desperdício de quem nós somos. 

 

-Tudo pode ser feito de um jeito diferente – Nós não estamos fazendo nada errado

Diversos caminhos nos levam a um mesmo lugar. Não é porquê algo está fora do planejamento que necessariamente estejamos fazendo algo errado. O mundo é cheio de possibilidades e é importante que possamos conhecer algumas delas. Rotas alternativas não deixam de serem rotas.

 

-Não existe tempo certo para realizar o seu sonho – O nosso momento não é mesmo momento do outro

Já conheci de perto adultos sem personalidade formada que caminham sem saber onde vão. Já conheci adolescentes decididos que poderiam me dar 99,9% de certeza de que sabem aonde irão chegar. Por isso eu digo e repito: Tempo é relativo. Números são representativos.

Meus pais se graduaram pela segunda/terceira/quarta vez por volta de seus quarenta/cinquenta anos. Eu vim sozinha pra Europa pela primeira vez aos dezesseis e hoje, aos dezenove, moro sozinha na Irlanda e pago minhas próprias contas. Nós somos os números baixos das estatísticas que nos mostram que para realizar os nossos maiores sonhos não existem regras.

O calendário mudou e a gente mudou também. Agora mais do que nunca, nós sabemos que se permanecermos focados e otimistas nós venceremos qualquer obstáculo.

A gente aprendeu que desistir não é uma opção porquê o que está por vir é, sempre foi e sempre vai ser sempre melhor do o que passou.  

Ps: Feliz ano novo (atrasado) e muito obrigada do fundo do   por estarem sempre admirando minhas fotografias e acompanhando minhas histórias. O meu ano foi foi incrível porquê vocês estavam aqui.