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Halloween não é uma data que faz parte da nossa tradição no Brasil, mas mesmo assim, não lembro de ter passado sequer um ano da minha vida sem comemorar, com festa, o famoso ”Dia das Bruxas”.

Eu já tenho alguns bons anos de experiência fazendo abóboras iluminadas mas nunca antes havia sentido o verdadeiro espírito do Halloween; Outono, folhas alaranjadas voando pelo chão enquanto crianças correm pelas ruas batendo de porta em porta pedindo doces, pessoas de todas idades andando pela cidade fantasiadas dos seus personagens favoritos.

O Halloween é uma comemoração/ritual Celta que teve inicio aqui na Irlanda e nas Ilhas Britânicas há cerca de dois mil anos atrás. Eu, que sempre tive a impressão de que o Halloween era algo mega Americano, agora que descobri que tudo isso começou aqui, entendi o porquê deles levarem essa data tão a sério.

A comemoração durou quase uma semana e tudo foi decorado com tanta impoortância quanto se decora casas e vitrines para o Natal.

O Temple Bar, aqui em Dublin, ficou com uma atmosfera tão divertida quanto durante o St Patricks Day (leia o post sobre o St Patricks Day clicando aqui). Ter vivido mais essa data especial em solo Irlandês só me fez relembrar o quanto eu gosto de estar aqui.

Aqui, onde as pessoas interagem sem receio umas com as outras nas ruas e assim, muitas vezes acabam se tornando amigas, mesmo que por uma só noite; Onde há sempre um tempinho para dar uma passadinha em algum pub; Onde não há problema que não possa ser resolvido com um (ou uns) copo de cerveja.

Onde se encontram diversas culturas e todos se divertem, se amam e vivem como um mesmo; Onde se ouve, se vive, se conta e se faz história.

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Exatos oito meses se passaram desde coloquei meus pés aqui na Irlanda e desde então, Dublin tem sido uma espécie de Santiago de Compostela pra mim.

Durante essa caminhada, são inúmeras as lições que eu já aprendi. Uma delas –mas não mais importante– é que o tempo é mesmo algo extremamente relativo. O tempo que passou voando pra mim -e fez milhares de coisas mudarem- é o mesmo que passa devagar para os meus pais e amigos que aguardam ansiosamente pela minha visita.

Não importa de qual perspectiva, a verdade é que uma série de dias já foram enfrentados, o meu visto já está prestes a vencer e a ser renovado e ao organizar toda a documentação necessária para começar o segundo capitulo da minha vida por aqui, eu me peguei refletindo sobre o quão indestrutível eu me sinto agora, depois de todas essas vivências. Sobre como morar fora nos faz criar uma grande resistência para dor.

Eu ainda acho engraçado a maneira com que as pessoas as vezes idealizam o morar no exterior como algo extremamente maravilhoso. Parte da cidade em que eu costumava morar certamente imagina que eu vivo em um lugar onde o frio é o que me deixa mais bonita, onde o fim do expediente vem acompanhado de um café do Starbucks e onde eu como queijo fino e bebo vinho todos os dias no jantar. Tem gente que ainda acredita que em país de primeiro mundo não existe problema, tristeza, corrupção.

Aqui do outro lado do oceano nós realmente não pagamos muito caro em vinhos, queijos e perfumes importados como no Brasil, e motivo é bem simples, tudo isso é produzido aqui. Entretanto, nós pagamos um preço alto para viver coisas inimagináveis, que nem sempre são as melhores ou ao menos tão prazeirosas quanto um aroma Dior.

A gente paga um preço alto para nos vermos em posições que jamais esperaríamos nos encontrar vivendo. Sentimos coisas que nem sabíamos que eram possíveis serem sentidas. Tudo parece uma surreal grande descoberta e de certo modo essa não é uma conclusão tão equivocada assim. Afinal, grande parte disso foi surreal até chegarmos aqui.

Uma vez que o inimaginável se torna real e nós conhecemos –ou enfrentamos– um pouco mais do que existe fora da nossa zona de conforto, nos tornamos quase que indestrutíveis.

Mal sabem esses que me imaginam vestindo caros óculos escuros com uma taça lustrada na mão, que desde que cheguei aqui já me vi, vivi e senti coisas que a internet jamais será capaz de transmitir.

Já tive que ouvir, ver e conhecer pessoas e opiniões desumanas. Já tive que ficar quieta quanto a essas situações. Mal sabem esses que foram justamente com essas pessoas que eu aprendi a ser ainda melhor.

Mal sabem esses que não foi uma ou duas vezes que eu acordei em um lugar desconhecido me sentindo -quase que- completamente sozinha. E que por causa disso, eu já paguei um aluguel mais caro que um hotel 5 estrelas. Mal sabem esses que eu já fiquei sem lugar pra morar duas semanas depois de ter me mudado. Que eu já fiquei doente sem ter ninguém pra me cuidar.
Mal sabem esses que eu já sofri aqui por algo que aconteceu aí, bem longe. Sofri por estar aqui e não pude fazer nada. Eu também j
á vi uma das minhas melhores amigas descobrir gravidez, de longe. Já vi uma pessoa querida partir, de longe. Eu não pude fazer nada. 

Mal sabem esses que eu já vi -e também senti- o meu (ex) namorado ir embora; E não muito tempo depois,  já o vi encontrar outra namorada que não é nada e nem um pouco do que eu esperava que a minha substituta fosse. Que bom que o tempo é mesmo relativo, assim, mesmo sem esperar ou desejar, eu também já me permiti apaixonar de novo.

Eu já dormi em um chão de estação de trem e minutos depois acordei com a polícia nos cutucando falando em francês. Já fiz novos grandes amigos que me acompanharam nessas loucuras cotidianas e já chorei ao os ver partir. De volta pra casa.

Já viajei quatro horas por dia para trabalhar duas porquê precisava de um documento. Todos os dias por mais de mês.

Mal sabem esses que eu já chorei. Muito. Já chorei muito internamente.

De exaustão. De tristeza após receber ligações da minha mãe chorando de saudades. De me sentir livre e mesmo assim não conseguir mudar o mundo. De felicidade ao me olhar no espelho, enxergar o eu que existe dentro de mim e por um triz quase não me reconhecer.
E nesses caminhos que o estilo de vida que eu escolhi seguir vez e outra me apresenta, eu tive o prazer de conhecer alguém que nunca perde a oportunidade de me lembrar o quanto eu sou uma pessoa poderosa.

Eu agradeço a ele pelas palavras e a Irlanda por ter me transformado tanto assim. Foram através de todas essas experiências, boas mas principalmente as ruins, que hoje eu construi o meu próprio escudo. E ele é leve e poderoso, assim como essa nova eu.
Aqui é onde eu escrevo sobre as coisas mais lindas da minha vida, e por favor, não pense que esse texto não é mais um deles.

Eu só precisava  aqui deixar registrado o tamanho da minha satisfação por ter uma bagagem pessoal que cresce mais a cada dia. Uma babagem repleta de coisas valiosas que assim com eu disse anteriormente, não pesam.

Comigo eu carrego um escudo que servirá pro resto da minha vida e quem sabe até mesmo na próxima. Eu carrego um passaporte cheio de carimbos que serão para sempre lembrados. A minha bagagem ainda é pequena mas eu juro, ela é repleta de coisas incríveis. Hoje eu apelido a minha bagagem de liberdade e é justamente por isso que ela não pesa. A minha liberdade é leve e voa sempre junto comigo.

Vez e outra ainda me perguntam se realmente vale a pena deixar tudo pra trás pra viver aqui, em um continente que muitas vezes mais se parece com uma outra dimensão. Por isso eu precisava aqui deixar registrado.

Sintam-se a vontade para ler esse texto quantas vezes quiserem e se ainda assim houverem dúvidas, não hesite em perguntar.

A resposta vai sempre, o meu mais sincero sim.

 

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Vivo dizendo por aí que meus olhos são a parte mais curiosa de mim, e se tem uma coisa que os fazem delirar, essa coisa é sem dúvidas ter a oportunidade conferir de pertinho toda essa diversidade existente no mundo.

Ao olhar essas fotos eu percebi que nunca havia escrito -e contado pra vocês- sobre uma parte de mim que eu provavelmente herdei da minha mãe: a minha paixão por antiquários e mercados de rua.

Não importa onde eu esteja ou para onde eu vá, eu estarei sempre em busca dessas feirinhas –acredito fortemente que elas dizem muito sobre o as gerações e os lugares que a gente visita! Semanas depois que eu me mudei para o meu novo apartamento eu acabei descobrindo que todo último domingo de mês acontece o maior Flea Market da cidade a alguns minutinhos de casa.

O mercado de pulgas reune os principais mercadinhos da cidade; É como se fosse uma coletânea de todos os lojistas que se espalham por Dublin durante o mês. Lá a gente encontra comidinhas deliciosas, artesanatos e antiguidades.

Uma das partes mais divertidas de frequentar lugares assim é ficar imaginando onde, por quem e como foram usados grande parte daqueles itens. Andar por esses mercados é como ter pedacinhos reais do passado em estandes na nossa frente. E como se isso não fosse o suficiente, ainda poder possui-los por um precinho super camarada.

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Pra quem estiver em Dublin (ou a caminho da cidade!) e quiser visitar, o endereço é: The Food Co-op, Newmarket – Dublin 8

Depois desse post até pintou uma vontade de sair de casa e ir procurar uma feirinha de rua, né?! : P

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Se engana quem acha que um intercâmbio começa a partir do momento que o avião decola. Quem está vivendo pela primeira vez essa experiência já sabe, o nosso intercâmbio começa quando você ainda nem saiu de casa. Ele  começa no momento das nossas primeiras pesquisas, orçamentos e reuniões. Do pré embarque à na nossa volta pra casa. 

Escolher uma agência de intercâmbio é como montar um quebra-cabeças. Existem mil peças e opções em cima da mesa, mas nem todas elas se encaixam onde a gente precisa. São muitos os detalhes que precisam ser levados em consideração para que a nossa viagem seja um sucesso, e por ser um investimento alto, é super importante pesquisarmos bastante antes de arriscarmos as nossas economias em algo desconhecido. 

Eu já estou no meio do meu caminho e antes de chegar aqui eu pesquisei muito (muito!) sobre esse assunto.  Já estive em contato com diversas empresas e adquiri um pouco de conhecimento sobre o que esse tipo mercado tem a nos oferecer. Eu dediquei parte do meu tempo fazendo as minhas próprias buscas porquê eu nunca encontrei  ”conselhos” como esses que escrevi hoje pra vocês prontos na primeira página do Google, e por isso, nada mais justo do que dividir tudo que eu descobri ao longo do tempo em um post com 5 coisas para levar em consideração na hora de escolher a sua Agência de Intercâmbio. – e ser muito feliz com a sua decisão – !

Normalmente a nossa história começa assim: Decidimos passar um tempo fora do país, não sabemos muito bem por onde começar mas já visitamos o website de várias empresas de Intercâmbio. Nós sabemos que estamos no caminho. Em breve teremos uma série de orçamentos em mãos mas não sabemos por onde exatamente começar a selecionar.

É aí que essa listinha entra em ação! Pegue um bloco de anotações e bote tudo isso na ponta do lápis:

 1- Tipos de serviço que a empresa oferece – Visto, Passagens, Seguro Saúde, Cambio de moedas, Acomodação, Escola, Escritório no exterior, Setor de Suporte ao intercambista

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A primeira e mais importante dica é básica: Tenha certeza de que você sabe tudo que está incluso no pacote que foi passado a você e que o seu pacote inclui todas as coisas que você realmente precisa.

A maioria das agencias de intercâmbio possuem pacotes completos, mas é bom saber que nem todas agências oferecem os recursos que você REALMENTE necessita (e pode acreditar, mochilas, chaveiros e brindes dados pela agência não são o que você realmente precisa. O que realmente faz diferença no seu intercâmbio é o suporte e serviço oferecido pela empresa)

São raras as agência que, por exemplo, oferecem um escritório no exterior, com pessoas aptas para lhe darem o suporte nas questões que você precisa, no local onde você realmente precisa: o destino do seu intercâmbio. Além disso é importante contratar uma agência que disponibilize pessoas especializadas no suporte pré-embarque, que serão responsáveis por te auxiliar em questões como o seu visto, envio de documentos para imigração e tirar todas as suas dúvidas sobre o intercâmbio que está chegando.

Se você logo de cara encontrou uma agencia que oferece todas as peças necessárias para o seu intercâmbio, as primeiras coisas que você deve se perguntar são: Quem são as pessoas/empresas/organizações que prestam esses serviços? A própria agência? Ou são serviços terceirizados? Caso os serviços forem terceirizados, é bom você além de pesquisar sobre a procedência da empresa, começar a pesquisar sobre esses outros serviços também.

Egali por exemplo, empresa que escolhi para fazer o intercâmbio, possui suas próprias acomodações, o que facilita muito. Eles tem Houses e Hostels que nos garantem lugar para morar, pelo menos nas nossas primeiras semanas. Além disso a Egali também possui escritórios no exterior onde trabalham brasileiros aptos para lhe auxiliar no que você precisar, no destino do seu intercâmbio.

Eles também possuem o próprio método de compra de moeda e transferência bancaria pro exterior, emitem passagens internacionais com descontos para estudantes, possuem parceria com uma das maiores empresas de seguro de saúde para viagens do mundo, e possuem um setor especializado no suporte pré-embarque. Ou seja, eu encontrei tudo que eu precisava em um só lugar.

Um dos maiores segredos é esse: escolha uma empresa completa que você não precisará envolver mais pessoas nos seus planos. 

2 – Tipo de suporte que a Agência proporciona 

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A partir do momento em que você tiver alguns destinos em mente, está na hora de começar pesquisar sobre o visto e sobre a documentação necessária pra permanecer nesse lugar. Para realizar a sua viagem você vai precisar comprar a moeda local, contratar um seguro de saúde, comprar suas passagens, encontrar um lugar para morar e se matricular em uma escola.

Sem pânico. Não precisa se assustar. Muitos desses detalhes não estão dentro do nosso conhecimento e é por esse mesmo motivo que ter uma boa assistência é essencial. As agencias estão aí pra isso: para que a gente não precise se preocupar.

Reforçando o tópico 1, dê prioridade para as agências que possuem escritórios para te atender no destino que você pretende viajar. Aqui em Dublin a Egali tem uma Base de Atendimento para os alunos no centro da cidade, sempre que eu preciso de alguma ajuda eu corro lá.

Veja até onde a agência estará ao seu lado pois só assim você não precisará quebrar a sua cabeça no meio do seu intercâmbio tentando descobrir como as coisas funcionam para então poder resolve-las.

3- O preço é uma questão importante – mas seja cuidadoso

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É aquela velha história: o barato as vezes pode sair caro. Em grandes investimentos como esse muitas vezes vale (super) a pena esperar um tempo juntando um pouquinho mais de dinheiro para ter certeza de que durante o seu intercâmbio você não terá dor de cabeças e poderá aproveitar a sua experiência ao máximo.

Na hora de comparar os preços veja se você está comparando pacotes equivalentes e use os valores finais apenas como fatores de desempate.

4- Experiência da Agência no Mercado

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Por questões de segurança é importante pesquisar quanto tempo a empresa atua no mercado e se possível, contactar amigos ou conhecidos que já tenham tido algum tipo experiência com essa agência para que eles possam passar alguma espécie de Feedback.

É muito bom não se limitar as agencias da esquina, faça grandes pesquisas. As empresas maiores (vulgo as que atuam em todo país/estado/continente) sempre me passaram mais confiança. Agente precisa ter a segurança de que tudo que condiz as obrigações da agencia vai dar certo.

Na minha cabeça funciona mais ou menos assim: se a empresa tem vários escritórios é porquê certamente eles tem vários clientes; Se eles tem vários clientes é porque o serviço é bom; Se o serviço é bom é porquê eles tem experiência e dominam o trabalho que fazem. Duvido que minha lógica esteja muito errada.

5-Eficácia e receptividade dos atendentes

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Assim como em muitas outras coisas na vida, tem que rolar a química. Vá até o escritório das agências e troque uma idéia com os atendentes, sem compromisso. Se você sentir que os funcionários não estão muito interessados em te passar todas as informações que você precisa agora no inicio, desculpe, mas essa não é a agência ideal pra você. Seja exigente e só assine um contrato quando você se sentir confiante.

Quanto aos orçamentos online, comigo funciona mais ou menos assim: Respondeu o meu e-mail rapidamente? Ótimo! Porquê se enquanto eu ainda sou um potencial cliente eles não me responderem com rapidez, não imagino que iriam fazer enquanto eu estiver lá do outro lado do mundo.

A minha parte favorita sobre visitar os escritórios das empresas é conhecer como as coisas funcionam de pertinho. Durante as minhas reuniões com a Egali eles me auxiliaram a encontrar o pacote que mais combinava comigo e com as minhas prioridades e expectativas.

Quando você senta frente a frente a um atendente eles vão te apresentar uma série de destinos, workshops e passeios que talvez nunca tenham passado na sua cabeça. No inicio, por exemplo, eu queria ir pra França ou pra Itália; logo depois vimos que a Irlanda se encaixava mais com aquilo que eu esperava da minha experiência vivendo na Europa.

Existe um mundo de opções, um mundo de destinos aí fora! Cabe a você decidir o melhor caminho a seguir : )))

Egali possui escritórios em toda America Latina e se você quiser começar a sua busca e encontrando o escritório mais próximo de você é só clicar aqui

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